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ATI INFORMA: NO DIA DA MINERAÇÃO, A JUSTIÇA EM PAUTA E A VIDA EM RISCO

  • há 7 dias
  • 4 min de leitura

O dia 7 de maio é considerado o dia da mineração. A data surgiu na Bolívia e no Peru, se consolidou na América Latina e depois virou referência mundial. Instituições de referência do setor, como a AMIG (Associação de Brasileira de Municípios Mineradores) e o IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração) demonstram que essa data é marcada pela celebração da evolução tecnológica e o compromisso com a sustentabilidade ambiental (ESG). As mineradoras falam, amplamente, de ações de responsabilidade socioambiental e projetos educativos.

 

Também neste 7 de maio aconteceu o julgamento de um recurso da Vale S.A., sobre uma decisão judicial que a coloca no papel de responsável pelos danos causados pelas obras de descaracterização do Sistema Pontal, em Itabira/MG.


A sentença desse processo, alvo do recurso, entre muitas coisas, expõe a necessidade de responsabilização da mineradora pelo impacto causado às comunidades diretamente atingidas pelas obras.

 

Maria Inês Alvarenga, membro da Comissão de Atingidos do Sistema Pontal, que representa essas comunidades, faz uma reflexão sobre temas que envolvem sua vivência enquanto moradora de um território minerado. Ela relembra a dor das grandes tragédias ambientais e sociais, como rompimentos de barragens de mineração. E fala sobre os riscos, danos e impactos sentidos diariamente por quem vive no entorno de empreendimentos mineradores.

 

Confira abaixo:

 

Sustentabilidade para quem? O que não se celebra no Dia da Mineração

 

A atividade de mineração pode possuir uma grande importância econômica para o desenvolvimento de diversas regiões, porém também pode gerar sérios impactos para os moradores que vivem próximos às minas e barragens de rejeitos.

 

São problemas que afetam diretamente a saúde, segurança, meio ambiente e qualidade de vida das comunidades. É o que está acontecendo, atualmente, nos bairros Bela Vista, Nova Vista, Jardim das Oliveiras e Praia, em Itabira/MG. Primeiro, a mineradora Vale S.A. falava só em fazer umas Estruturas de Contenção, para proteção, no caso de rompimento dos diques que colocaram a barragem do Sistema Pontal em nível 1 de emergência. “Seria para segurança dos moradores”, eles diziam.


Agora, dois anos depois de iniciar as obras preparatórias para a descaracterização e descomissionamento do Sistema Pontal, o projeto é outro: retirar o rejeito existente ali, beneficiar e vender. Nunca falam tudo que estão planejando. Isto causa cada vez mais insegurança. Não tem transparência com os moradores. Não fala tudo que pretendem fazer. Vai mudando ou atualizando, aos poucos, o que vai ser feito.

 

Um dos principais impactos que nós, moradores, sentimos é a poluição do ar, causada pela poeira proveniente das operações de extração, transporte e beneficiamento do minério. A presença constante de partículas no ambiente vem provocando doenças respiratórias, alergias, irritação nos olhos e agravamento de problemas como asma e bronquite, especialmente em crianças e idosos.

 

Outro problema frequente é a poluição sonora e as vibrações geradas pelas obras e pelo funcionamento de máquinas pesadas. Muitas famílias convivem diariamente com barulho excessivo, rachaduras em casas e sensação constante de insegurança devido a estas  obras, antes era o alteamento da barragem, agora sua descaracterização.

 

As barragens de rejeitos representam uma das maiores preocupações das comunidades próximas. O risco de rompimento causa medo permanente nos moradores, principalmente após tragédias como as que aconteceram em Mariana e Brumadinho. Esses acidentes provocaram mortes, destruição de comunidades inteiras, contaminação de rios e enormes impactos sociais e ambientais.

 

Além do risco de acidentes, os rejeitos da mineração podem contaminar rios, nascentes e lençóis freáticos com metais pesados e resíduos químicos. Isso compromete o abastecimento de água, prejudica a agricultura, afeta animais e reduz a qualidade de vida das populações locais.

 

Outro impacto importante é o social e psicológico. Muitas pessoas vivem sob constante tensão e medo devido à proximidade das barragens. Em algumas regiões, ocorre desvalorização dos imóveis, perda de tradições locais e deslocamento de famílias inteiras por causa da expansão minerária.

 

A mineração também gerou dependência econômica na nossa cidade. Agora, estão falando em fechamento das minas e usando este problema para que sejam feitas expansões de cavas e construções de pilhas de rejeito, outro problema sério e tão grave quanto as barragens que já existem.

 

Os moradores ficam no meio destas lutas, com medo de demissões em massa dos funcionários da mineração, e a Mineradora usa este fato para justificar mais atividades em áreas cada vez mais próximas da cidade. A mineração está em todo o entorno do perímetro urbano itabirano. E avançando cada dia mais.

 

Dessa forma, embora a mineração seja responsável pela geração de empregos e movimentação econômica, é fundamental que exista fiscalização rigorosa, gestão adequada das barragens, controle ambiental e investimentos em segurança e qualidade de vida para proteger os moradores das regiões mineradas. O desenvolvimento econômico não pode ocorrer às custas da saúde física e emocional das pessoas, de sua segurança, da dignidade e da vida das comunidades.


FIP | ATI - Assessoria de Comunicação e Imprensa
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