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Serviço

Plano Municipal de Redução de Risco e Escorregamento – PMRR

Diagnóstico e enfrentamento de áreas de risco geológico

O modelo de urbanização brasileiro produziu, nas últimas décadas, cidades caracterizadas pela fragmentação dos espaços e exclusão social | territorial. A ocupação de fundos de vales, encostas, beira de córregos em condições sub-humanas pelas populações excluídas, gerou um grande número de moradias com alto risco.

O PMMR é desenvolvido a partir de levantamentos técnicos detalhados, realizados em escala de maior precisão, permitindo o mapeamento das áreas classificadas com risco médio, alto e muito alto. Esse nível de detalhamento possibilita uma compreensão mais aprofundada das condições locais de vulnerabilidade e das dinâmicas dos processos geológicos e hidrológicos que afetam áreas urbanizadas.

Além da identificação e delimitação das áreas de risco, os planos apresentam propostas de intervenções e soluções de engenharia voltadas especialmente para as áreas classificadas como alto e muito alto risco, incluindo medidas estruturais e não estruturais destinadas à redução e mitigação dos riscos. Entre essas recomendações podem estar obras de contenção, drenagem, estabilização de encostas, reorganização da ocupação urbana e outras ações voltadas à proteção da população. 

Ao longo dos últimos anos, a FIP elaborou PMMRs para as cidades mineiras de Barbacena, Betim, Brumadinho, Caeté, Contagem, Coronel Fabriciano, Ibirité, Ipatinga, Itabira, Juiz de Fora, Nova Lima, Florianópolis, Poços de Caldas, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano, além da cidade de Serra, no Espírito Santo.