Percurso de João Pinheiro e as bases do pensamento desenvolvimentista mineiro.
“Amo a luta com vertigem. Gosto das dificuldades que desafiam a minha atividade. Sou fanático dos grandes obstáculos que exigem esforços supremos. O imprevisto me deslumbra e a necessidade das grandes ocasiões me fascina.” (João Pinheiro)
João Pinheiro da Silva nasceu em 1860 na cidade do Serro, em Minas Gerais, filho do imigrante italiano Giuseppe Pignataro. Como outros italianos, “abrasileirou” o seu nome, passando a se chamar José Pinheiro da Silva.
Aos 23 anos, mudou-se para São Paulo, onde estudou Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, uma das mais prestigiadas do país. Para ajudar a custear seus estudos, tornou-se professor da Escola Normal de São Paulo. Lá conhece Helena de Barros, sua futura esposa.
Forma-se em 1888, na proclamação da “Lei Áurea”. Segue para Ouro Preto, onde começa a exercer a advocacia. Lá se torna um dos fundadores do Partido Republicano em Minas Gerais e do jornal “O Movimento”.
Em 1889, após a Proclamação da República, João Pinheiro assume a presidência (governo) de Minas Gerais por seis meses. No ano seguinte, representa o Estado na Assembleia Nacional Constituinte, que redigiu a Constituição promulgada em 1891.
Retira-se da vida pública em 1893. Como lar, escolhe a cidade de Caeté. Lá compra uma casa e cria a “Cerâmica Nacional”, que começa a funcionar no ano seguinte.
Anos depois, em 1903, preside o Congresso Agrícola, Industrial e Comercial em Belo Horizonte. Sua análise da crise econômica e ideias inovadores ganharam repercussão em toda Minas Gerais, fazendo com que, em 1905, fosse eleito para o Senado Federal.
Em 1906, é eleito para o Governo de Minas Gerais com um projeto desenvolvimentista. Afirmava publicamente que “as formas de governo são um meio de realizar a felicidade pública”. Durante o mandato, luta pelo crescimento econômico de Minas, como forma de alcançar a estabilidade política e a Justiça Social.
Contudo, João Pinheiro não conseguiu cumprir integralmente seu mandato. Morreu, em 25 de outubro de 1908 no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Seu corpo foi transportado de trem até a cidade de Caeté, onde foi sepultado na Igreja Secular do Rosário.