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Museu Casa João Pinheiro e Israel Pinheiro

Extensão da memória desenvolvimentista

O projeto desenvolvimentista brasileiro, que pressupõe a luta pela autonomia política e pelo crescimento econômico aliado ao bem-estar social, teve em João e Israel Pinheiro dois grandes defensores. Com o objetivo de contribuir para a preservação dessa cultura política em um de seus embriões - a cidade de Caeté, ponto de partida do percurso de ambos como homens públicos -, Coracy Uchoa Pinheiro, viúva de Israel, fundou, em 1994, o Museu Casa João Pinheiro e Israel Pinheiro, primeira unidade da FIP.

O Museu encontra-se instalado em solar do século XVIII adquirido por João Pinheiro em 1893, contando ainda com área de 100 hectares de Mata Atlântica. Com isso, seu espaço físico já traz em si forte carga de significados: guarda a memória do momento em que João Pinheiro muda-se para Caeté, realizando ali uma ação empreendedora, a criação da fábrica de cerâmica Nacional; e abriga uma reserva de floresta nativa do ecossistema Mata Atlântica, tão degradado ao longo da história de nosso país.

Sua localização é privilegiada, pois Caeté - antiga região de mineração de ouro e ferro, a 40 minutos de Belo Horizonte - integra hoje o circuito do ouro da Estrada Real e associa-se a símbolos nacionais importantes: a Independência, por ter sido o berço da Guerra dos Emboabas; e a arquitetura religiosa barroca, por abrigar a igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, primeira de Minas, e a igreja de Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade, a 1.783 metros de altitude, onde se encontra obra de Aleijadinho.

Com seu acervo sistematizado e aberto à visitação pública, o Museu constitui hoje um centro de referência regional para as questões do patimônio e preservação de bens culturais, especialmente aqueles a ele confiados: o arquivo privado de Israel Pinheiro; a coleção de móveis, objetos, obras de arte, fotografias e documentos da família Pinheiro; e o arquivo histórico da cidade de Caeté.

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