O acervo do Museu Casa João Pinheiro e Israel Pinheiro consta de móveis, obras de arte, documentos arquivísticos e objetos do cotidiano, referindo-se, em grande parte, à época da instalação da família João Pinheiro em Caeté, a partir do final do século XIX. A presença de Israel Pinheiro traz a marca do século XX, culminando com a fundação da Companhia Vale do Rio Doce e a construção e a inauguração de Brasília.
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D. Helena de Barros Pinheiro e os netos na casa da Av. João Pinheiro, Belo Horizonte, carnaval da década de 30 (foto Igino Bonfioli). |
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Coracy Uchoa e Israel Pinheiro na foto de casamento, em Belo Horizonte, 27 de setembro de 1924. |
A partir desses elementos, o projeto museográfico propõe recriar o ambiente doméstico de uma família mineira comprometida com os destinos políticos de seu Estado, desde a República Velha até o final dos anos 1960, destacando-se as figuras de João e Israel.
O Museu Casa João Pinheiro e Israel Pinheiro insere-se no gênero disseminado em Minas Gerais com o Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo, o Museu Casa Guignard e o Centro Presidente Pedro Aleixo, em Ouro Preto, e o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens, em Mariana. Esses espaços desempenham papel importante em suas comunidades, atuando como centros de valorização do patrimônio público, locais privilegiados para o estudo e aplicação de técnicas museológicas e fontes de formação e fortalecimento da identidade cultural.
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| Israel Pinheiro presencia assinatura, por JK, da lei que fixa a data de transferência da capital, em 21 de abril de 1960. (livro “Brasil, Brasília e os brasileiros, p.81) |
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“Dinamismo nas instalações provisórias de Brasília” - Correio da Manhã, RJ, 14.03.1957 (livro “Brasil, Brasília e os brasileiros', p.118)
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Arquivo Cidade de Caeté
O Museu Casa de João Pinheiro e Israel Pinheiro guarda riquíssima documentação administrativa e cartorária referente à cidade de Caeté, descoberta em avançado estado de deterioração, em 1993, em fazenda experimental da Prefeitura. Esse material destaca-se entre os acervos dos nove municípios mineiros do período colonial.
A documentação encontrada inclui livros contábeis, livros de atas da Câmara e papéis avulsos de diversos setores da Prefeitura, em especial da contabilidade. As datas limites situam-se entre 1723 e 1978. Contudo, houve uma eliminação de documento mais recentes em 1993, tendo sido recolhidos pela Fundação Casa de Cultura de Caeté os documentos produzidos nos séculos XVIII e XIX.
A esses documentos, soma-se o acervo do Fórum Desembargador Barcellos Corrêa, ainda não transferido, cuja data inicial é 1800 e que consta de processos judiciais, e uma série especial de testamentos lacrados e nunca abertos. A partir desse núcleo inicial, a Prefeitura Municipal de Caeté pretende incorporar arquivos privados, através de campanhas de doação ou empréstimo de documentos para reprodução.
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